Banana! Banana!

Com o sonoro nome científico de Musa paradisiaca, a banana é, de fato, uma divindade para a cozinha. Abundante em todo o País, a tropicalíssima fruta é capaz de assumir um sem número de papéis culinários -- além de passa, cozida, assada, também é utilizada no preparo de farinhas e vitaminas. As folhas podem envolver assados; as cascas viram doces; o coração (pedúnculo preso à ponta do cacho) refogado com azeite faz gostosos recheios. Isso sem falar da fruta in natura, que, além de delicioso lanchinho, pode deixar o arroz com feijão do dia a dia muito mais gostoso.

Foi tentando agradar um grupo de vegetarianos que a moqueca de banana, prato tipicamente capixaba, até então restrito ao uso doméstico, pintou nos cardápios do Espírito Santo. Idalina Vieira, do restaurante Gaeta, em Guarapari, recebeu um grupo de empresários que não comia carne na casa famosa por seus pratos com frutos do mar. “Eu não sabia o que servir”, diz. “Não poderia fazer nem a moqueca de ovo, porque eles também não comiam.” Quem salvou a pátria de Idalina foi a banana.

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Popular na região como acompanhamento de pratos salgados, o ingrediente substitui a carne branca no preparo. “A base é a da receita de moqueca. Trocamos apenas as postas de pescado por grossas fatias da fruta”, diz a chef. Isso há vinte e oito anos. Outras casas passaram a servir o prato e a adaptação criativa dos capixabas está disponível hoje em diversos restaurantes. “Não é só para vegetarianos. Serve tanto como acompanhamento quanto para ser o centro da mesa.” A história é um exemplo da versatilidade do suculento fruto, que tem mais de quinhentas variedades.

Que tal chips de banana-da-terra acompanhados de cerveja com aroma da fruta, e uma torta molhadinha feita de banana nanica de sobremesa? Tudo isso existe. A cerveja Appia, da cervejaria brasileira Colorado, de Ribeirão Preto, São Paulo, é feita com mel de laranjeira e tem notas de banana. Os crocantes chips estão em restaurantes conhecidos, como no Remanso do Peixe, em Belém do Pará.


No Banana-da-Terra, em Paraty, litoral Sul fluminense, Ana Bueno rende os comensais com a torta de praliné com castanha de caju, servida há quase dez anos. “A banana é a marca da culinária caiçara. Ela permite a brincadeira com o doce e o salgado”, afirma a chef. “E cada espécie tem uma característica para a cozinha: podem ser mais doces, mais firmes e por aí vai.”

Fonte: iG
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